Nação Verde e Rosa entrevista Adriana Morais, musa da Torcida

Adriana Morais

1 – Desde quando você  é Mangueirense

Bom, eu nasci Mangueirense, simples assim.

Por ser criança, eu ainda não podia acompanhá-las na Sapucaí, mas nada me impedia de acompanhar os desfiles, principalmente os desfiles da Mangueira.

Assistir os desfiles sempre foi evento aqui em casa…eu me lembro  de vestir-me em  verde e rosa e ir para frente da TV sambar igual às passistas (época em que realmente transmitiam ala a ala) e também  ficava atenta quando as câmeras focalizavam as arquibancadas, com a esperança de encontrar  minhas tias nas arquibancadas rsrrs .

carro alegórico da Mangueira

Sem contar, que eu tinha a missão de telefonar para os membros da família para que também acordassem para assistir a Mangueira passar.

No ano 2000, fui à Sapucaí pela primeira vez . Nossa foi emocionante… A primeira vez em que eu pude ouvir  o Grande mestre Jamelão cantar o nosso hino de exaltação…algo transcendental.

Mangueira passando belíssima…. mas infelizmente, um dos carros quebrou na concentração e justamente em frente  ao setor em que estávamos, setor 09. Como boa mangueirense, lágrimas rolaram…

Compareci aos desfiles na sequência 2001 e 2002.

Adrianinha e família assistindo ao desfile na Sapucaí

Em 2002 acompanhei a apuração no caminho de volta à Campinas… eu só não gritei no ônibus da excursão, pois estava afônica.

Retornei em 2006, 2009, 2012 e 2013.

Adriana se acabando de torcer nas arquibancadas

Em 2014, eu, juntamente com a minha família, já estamos com passaporte carimbadíssimo para os desfiles..

2 – Qual seu sentimento pela escola

Mangueira tem história, é a raiz do samba e tem como seus menestréis  de Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Jamelão, Nelson Sargento….

Talvez em palavras, eu não seja capaz de descrever o porquê toda vez que ouço sambas da mangueira, imediatamente meus olhos começam a marejar.

O porquê sinto minhas pernas bambearem de emoção sempre que me aproximo da Visconde de Niterói e avisto o Palácio do Samba.

Muitas vezes ao falar de mangueira às outras pessoas, não consigo conter a emoção e empolgação.

Acho que a palavra amor resume tudo isso.

Quem me conhece sabe que não sou de muito romantismo e sentimentalismos, sou prática e direta.

Com Mangueira não tem como.

 

A festa na arquibancada da Sapucaí

É muito amor isso eu posso garantir. A Estação Primeira de Mangueira traz nuances que qualquer outra escola talvez não tenha.

Em suma :

“Sinto mesmo de longe que meu coração
Mora em Mangueira
Acho até que o Brasil, essa imensa nação
Mora em Mangueira
A batida mais forte dessa marcação
Tamborim, poesia e paixão
É a mistura correta que faz delirar
Quem pisa nesse chão”

3 – Sua idade e de onde é

30 anos – Campinas/SP

 

4 – Já desfilou na escola, e o que sentiu

Minha primeira vez como desfilante, foi em 2013, no segundo carro, Eldorado.

Na concentração, tentei conter a ansiedade até o início do desfile.

Quando começou, aquele nó na garganta de emoção, explodiu em lágrimas, canto e samba.

Pensei que como componente, tinha a obrigação de ajudar a escola a manter o canto e harmonia  perfeitas. Entre lágrimas, dei o meu melhor.

Ao trocar de lugar, pude sentir a energia das arquibancadas e o que Mangueira provoca. Foi uma verdadeira Mangueirada. Quando lembro do setor 13 berrando “Cidade Formosa, VERDE E ROSA” Meu Deussssss. A Mangueira desperta muito amor.

5 – O que não pode faltar num desfile da Mangueira

Embora existam muitas críticas a Mangueira tem que estar VERDE E ROSA.

Fantasias com a cara da Mangueira!!!

Não pode faltar um samba empolgante , que leve o Mangueirense bater no peito e gritar EU SOU MANGUEIRAAAAAAAAAAAAAAAA

Não pode faltar a comunidade em peso!!!!

6 – O que espera do desfile desse ano,

Estou muito esperançosa. Estamos em momento de reestruturação resgate. Uma nova administração sempre traz consigo expectativas de melhorias sempre. Temos uma diretoria extremamente competente,motivada e organizada.

Essa atmosfera é refletida no Mangueirense. Assisti o primeiro ensaio técnico na Visconde de Niterói e estavam todos muito empolgados.

Temos ainda  a nova carnavalesca. Quem acompanha carnaval, sabe que Rosa Magalhães é incapaz de apresentar um trabalho mais ou menos.

Temos

Faremos um belíssimo desfile, e com certeza estaremos entre as campeãs.

Contemplando o desfile da Verde  e Rosa

7 – Como se sente por ter sido escolhida a Musa da Nação Verde e Rosa

Nossa que responsabilidade!!!

Me sinto extremamente feliz e lisonjeada. É meu reconhecimento como Mangueirense de carteirinha.

Acredito que todo amante e apaixonado por Mangueira a defende com unhas e dentes, e não mede esforços para que sua história seja divulga.

Ainda que eu esteja longe do Rio, procuro fazer a minha parte por aqui.

Aonde posso divulgo a Escola através da Torcida Nação Verde e Rosa.

Embora não pareça, temos muitos Mangueirenses aqui no Estado de São Paulo. Aproximar essas pessoas da Escola é primordial, para o crescimento da Escola e divulgação dos projetos por era realizada.

Falar em Mangueira, é como contar histórias de família, sempre rola emoção, nostalgia é  muito amor!!

coleção de revistas da Mangueira

8 – Deixe um recado para a Nação

A Torcida Nação Verde e Rosa é minha família.

A minha realização plena como mangueirense, só foi possível, devido ao surgimento da TNVR.

Tudo isso aliado ao fato de que todos os membros são pessoas maravilhosas que me receberam de coração aberto, na primeira vez em que pisei no Palácio do Samba: 09/04/2011.

Cada um de vocês tem um lugar guardado aqui no meu coração! Não fazem ideia, proporcionaram na minha vida

Vocês são muito especiais.

Disco autográfado por mestre Jamelão

Mangueira é Nação!! É Verde e Rosa!! Amo demais!!